DICAS E
IDEIAS




Como poupar para a festa de casamento

Economia deve ser a primeira palavra que vem à mente quando o casal pensa em fazer uma grande festa sem ficar no vermelho.

Talvez seja preciso abrir mão de alguns prazeres ou compras, mas o que realmente é essencial é planejar e conhecer as melhores formas de aplicar o dinheiro poupado a fim de realizar os sonhos, sem se apertar no orçamento. Nesta matéria separamos algumas dicas para ajudar você: 

 

Controle e planejamento dos gastos

O primeiro passo está no controle das finanças pessoais do casal, que agora deve se comportar e entender o orçamento como uma renda familiar e não dividir mais as dívidas e os ganhos de maneira per capita.

“Quando o casal decide que vai se casar, imediatamente pode começar a poupar e criar uma reserva destinada apenas ao pagamento das contas da festa. Se for preciso, eles devem cortar refeições fora, passeios e outras atividades que podem onerar o planejamento financeiro”, enaltece Pedro Braggio, especialista em finanças e planejador financeiro.

Após essa maturidade financeira ser alcançada é hora de separar a entrada e saída de dinheiro colocando na ponta do lápis cada gasto do casal e o quanto conseguem poupar por semana ou por mês para a festa.


 

 

“Cada casal deve ter consciência da realidade das suas finanças e se adaptar temporariamente para que o sonho seja conquistado. O diálogo sobre dinheiro é importante exatamente para evitar desentendimentos entre os noivos”, afirma o especialista.

Estar preparado para imprevistos também é essencial para que não se extrapole nos gastos, seja uma manutenção mecânica no automóvel, seja o conserto ou a compra de um novo eletrodoméstico. Por isso é importante ter um fundo de reserva para esse tipo de acontecimento.

“Quando o casal tem uma reserva financeira está menos propenso a se endividar e a ter mais poder de negociação. O fundo de reserva também minimiza o impacto de gastos que não estavam contabilizados na planilha financeira do casamento”, comenta Pedro.

 

Poupando e investindo

Antes de tudo é necessário pensar no futuro e analisar se o tempo de investimento antes do casamento é curto ou longo. Se for curto, em torno de 6 meses a um ano, pode-se escolher a caderneta de poupança ou os fundos de renda fixa.

"Fazendo um comparativo, entre poupança e Tesouro Direto Selic, com menos de 6 meses o imposto de renda cobrado em cima do investimento Selic é de 22,5%, após 6 meses ele passa para 20%, com 1 ano 17,5% e acima de 2 anos cai para 15% sobre a rentabilidade”, explica Viviane Ferreira, planejadora e orientadora financeira pessoal.

Ainda de acordo a orientadora financeira, com prazo de até 6 meses é mais rentável aplicar as economias na poupança, uma vez que não há imposto de renda cobrado sobre a rentabilidade. Porém, ao investir em caderneta é preciso ficar atento ao prazo de resgate que só pode ser feito no aniversário do investimento.

Com maior prazo, pode ser negócio investir no Selic, isso se os lucros cobrirem a porcentagem cobrada pelo imposto de renda, que varia de acordo com o tempo.

“A rentabilidade da aplicação não pode apresentar oscilações grandes.  No curto prazo isso significa ter o risco de resgatar da aplicação menos do que se investiu. A aplicação mais indicada são investimentos com liquidez e baixa variação. A rentabilidade da poupança atualmente é menor do que a de fundos de renda fixa, portanto, a aplicação em fundos conservadores como esse pode ser uma boa opção”, recomenda Viviane.

 

Se você tem em média até 2 anos para se planejar para o casamento, o vídeo a seguir pode te ajudar a dar os primeiros passos para investir no Tesouro Direto Selic, confira: