DICAS E
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Casar – A maturidade do amor

Mais do que a realização de um sonho, casar é um símbolo de união entre duas pessoas, duas almas, é deixar para trás a vida anterior para viver uma vida em comunhão e entendimento com outra pessoa. Mas engana-se quem pensa que para casar só é preciso amor.

A faísca do amor

Basta parar para pensar um pouco e lembrar como foi a primeira vez em que se apaixonou, as frases que mais pairavam em seu pensamento eram: “Será que ela pensa em mim”, “Será que ele olha para mim”, “Será que ele vai me ligar”. 
No início todas as coisas giram em torno de você, ainda que o interlocutor das ações pretendidas seja o seu amado ou amada.

A hora de dar um passo adiante

Mas não precisa se condenar, como já disse no início deste texto, este amor de paixão que nasce no início de qualquer relacionamento é como semente de flor e pode demorar ou não para desabrochar, mas quando ele desabrocha, passamos a querer mais do que passeios nos fins de semana ou assistir ao pôr do sol juntos. Quando esse sentimento vem, talvez tenha chegado a hora de assumir: vocês querem mais do que isso! Querem compartilhar uma vida juntos e não só dias, então esta é a hora de dar um passo adiante.

O amor pensado a dois

Aquele amor que no início era egoísta e pensava somente em benefício de um só tem que passar a ser compreendido de outra forma, e tudo tem que ser pensando a dois. Sem dúvida alguma, esta não é uma tarefa fácil, mas quando passamos a enxergar o dia a dia no plural e não mais no singular, esta é a prova de que estamos prontos para assumir e dar um passo adiante para o casamento.

A singularidade do outro

Agora você deve estar ciente de que já não importa mais a exclusiva preocupação consigo mesmo, tudo tem que ser pensando em torno do casal. É claro, as pessoas são diferentes e é justamente isso que as torna incríveis e faz com que você se apaixone por quem ama, mesmo tendo que lidar cada um com a singularidade do outro. Este outro que está tão próximo que toma o sentido de seu, não no significado de propriedade, mas pura e inteiramente por fazer parte de ti também.

Ainda assim, se lhe ocorrerem dúvidas do porquê casar, ou se achar que todo este papo que aqui escrevo com esmero é pura balela, meu caríssimo leitor, faço questão de deixar um trecho do depoimento de William C. Oliveira que se casou recentemente com sua noiva Lilian Loureiro:

“Boa parte dos dias juntos aproveitamos para corridas no parque e já registrei 5.430 quilômetros de corrida e 2.100 andando de bike pelas ciclo-faixas de São Paulo. Ela patina como uma princesa e eu só fico de olho, muitas vezes aproveito para filmar essa minha gracinha deslizando...”, confessou William em entrevista ao Buffet Colonial, quando lhe foi perguntado sobre o dia a dia do casal.

William e Lilian, assim como outros casais que atingiram a plenitude e maturidade do casamento, trocaram o foco de si mesmos pelo outro, ele não pensa mais no que ela está pensando dele, ou se está ou não olhando para ele, o que realmente importa é estarem juntos e doar-se um pelo outro.

Eu nem cheguei a questionar se William sabia ou não patinar, mas tenho certeza que a experiência de ver sua amada patinando foi mais compensadora do que se ele mesmo o fizesse, porque este amor sóbrio e maduro do casamento está justamente em amar as singularidades do outro como se fossem suas.